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domingo, 14 de Setembro de 2014

Frango assado com mel e alfazema

Foi pela mão da Rachel Khoo que usei pela primeira vez alfazema num prato. Foi a base de uma marinada e deu um sabor magnífico e inesperado a umas pernas de frango.


Misturado com mel, tomilho e sumo de limão, não abafou os outros sabores, mas esteve bem presente no palato. Uma experiência, sem dúvida, a repetir.



A Rachel Khoo é a convidada da quinzena do Quinze dias com... e a receita original veio daqui.

*****

Frango assado com mel e alfazema

Duas pernas grandes de frango do campo

Para a marinada

Uma colher de sopa rasa de afazema comestível
Dois dentes de alho esmagados
Dois a três pés de tomilho fresco, apenas as folhas
Quatro colheres de sopa de azeite
Quatro colheres de sopa de mel
Sumo e raspa de um limão
Pimenta preta, moída no momento
Sal a gosto

Num almofariz, esmagar levemente a alfazema. Misturar bem todos os ingredientes da marinada. Esfregar o frango e colocar dentro de um saco de plástico durante pelo menos 45 minutos e até 4 horas, reservando no frigorífico. Pré-aquecer o forno a 200º. Levar ao forno durante cerca de 45 minutos, ou até estar bem cozinhado, mas sem deixar secar. Servir com batatas dauphinoise.

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Filetes de pargo grelhados com fitas de courgette


Continuando na lógica da última receita, às vezes basta um toque diferente numa receita para elevar um prato. Como usar tapenade nuns legumes salteados, por exemplo. Ou cozinhar filetes no grill do forno.



São pequenos detalhes, mas fazem realmente diferença. Foi mais uma sugestão do Alain Ducasse, retirada daqui. O desafio foi para o Quinze dias com...



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Filetes de pargo grelhados com fitas de courgette

Duas pessoas

2 filetes de pargo (salmonete, no original)
2 courgettes grandes
3 pés de manjericão
Azeite
Sal
Pimenta moída no momento
2 colheres de sopa de tapenade
1 pé de tomilho
1 dente de alho

Para a tapenade (200 gramas)

150 gramas de azeitonas pretas descaroçadas
Meio dente de alho
1 filete de anchova em conserva
5 folhas de manjericão
1 colher de sopa de alcaparras
100 mililitros de azeite

Filetar um pargo médio, previamente escamado, removendo as espinhas com uma pinça. Reservar no frio.

Para a tapenade, juntar numa picadora ou num processador (a média velocidade) todos os ingredientes, com excepção do azeite. Picar. Juntar aos poucos o azeite e ir pulsando até ficar uma pasta. Reservar.

Com uma mandolina ou um descascador de legumes, cortar as fitas de courgette ao comprimento da mesma. Picar grosseiramente o manjericão. Numa frigideira anti-aderente, deitar um fio de azeite e estufar as courgettes durante dois minutos. Juntar o manjericão, o sal e a tapenade, provando para rectificar temperos, se necessário.

Ligar o grill do forno. Num tabuleiro, deitar um fio de azeite. Temperar os filetes com sal, pimenta e as folhas de tomilho. Levar os filetes ao forno durante poucos minutos, até estarem cozinhados.

Barrar o centro dos pratos com um dente de alho cortado. Dispor a courgette e, por cima, um filete de peixe. Moer um pouco de pimenta por cima e servir.




sábado, 30 de Agosto de 2014

Fruta de verão na frigideira



A culinária faz-se de pequenas coisas. Muitas vezes - a maioria das vezes, diria eu - as melhores receitas são as mais simples. Eu invento pouco na cozinha. Adoro seguir uma receita e fazer-lhe uma ou outra alteração, mas é raro magicar combinações mais estranhas de ingredientes e tentar fazer algo com elas. Daí ser com fascínio que sigo programas como o Masterchef e afins, onde se fazem coisas extraordinárias precisamente porque se tenta inovar. É por isso também que gosto de experimentar receitas de chefs, que fazem dessa invenção o seu dia-a-dia. E a conclusão a que quase sempre chego é a da primeira frase deste texto: a culinária faz-se mesmo de pequenas coisas.

Como fruta na frigideira. Quem diria que fruta de verão, bem madura, cortada em pedaços e 'frita' rapidamente em azeite, mel, tomilho e baunilha iria ser algo tão delicioso? Fiquei completamete rendida...


Usei, para dois, dois pêssegos, duas nectarinas, uns dez morangos, alguns bagos de uva e três figos médios.


Aqueci bem a frigideira, deitei-lhe uma colher de sopa de azeite, uma colher de sopa de mel, uma colher de sopa de extrato de baunilha e um pé de tomilho. Quando o mel começou a caramelizar, juntei a fruta em pedaços e envolvi bem durante uns três minutos.


Como foi feita para um brunch, usei-a para cobrir panquecas. O caldo da fruta ensopou a massa e ficou magnífico! Em breve irei repetir para uma sobremesa, mas sobre crepes e com uma bola de gelado de baunilha a acompanhar. 


A ideia genial foi do Alain Ducasse, o chef convidado do Quinze dias com... A receita original está aqui.

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Ceviche com abacate, maçã e soja

 
Por aqui continua o cansaço. Felizmente, o pior já passou no trabalho e vou começando a relaxar. Os próximos dias são para arrumar ideias, alinhavar um projecto que se vai estender por uns meses e deixar as coisas organizadas antes de férias. 


Entrámos na primeira parte do descanso: estamos a trabalhar, mas os miúdos estão fora com os avós, pelo que não há as habituais rotinas. Não temos grandes horários, comemos coisas leves e não temos que nos preocupar com muita coisa. Tem sido um ano duro, por isso estes dias antes das verdadeiras férias custam pelas saudades mas vão ser essenciais para ajudar a repor energias. É que, como sabe que tem filhos pequenos, lá por serem férias não significa que sejam descansadas.


Adequado ao momento, trago mais um prato do Bill Granger, convidado do Quinze dias com.... Fi-lo literalmente em dez minutos, sendo por isso perfeito para uma refeição rápida, desde que se tenha um peixe imaculadamente fresco à disposição. Alguns ajustes à receita original: usei peixe-espada em vez de robalo, aumentei a lima no molho (achei que precisava de mais acidez), usei o dobro das sementes de sésamo e tive que deixar o óleo de sésamo de parte porque não tinha em casa. Para ver a receita original, espreitar aqui


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Ceviche com abacate, maçã e soja

80 gramas de canónigos
1 abacate descascado, sem caroço e cortado em pedaços
1 maçã cortada em juliana
400 gramas de filetes de peixe-espada preto (robalo, no original)
4 colheres de chá de sementes de sésamo

Para o molho

2 colheres de sopa de azeite
Meia colher de sopa de molho de soja
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
sumo de 2 limas
Meia colher de chá de açúcar
1/4 colher de chá de sal

Misturar com um garfo todos os ingredientes do molho. Reservar. Colocar nos pratos os canónigos, cobrir com o abacate, a maçã e o peixe cortado em fatias finas ou cubos pequenos. Cobrir com o molho e salpicar com as sementes de sésamo.

sábado, 16 de Agosto de 2014

Panna Cotta de Iogurte com Framboesas


Se há sobremesa que faz sucesso cá em casa é a Panna Cotta. A minha receita habitual é muito calórica, por isso pareceu-me bem experimentar a de iogurte que nos é proposta pelo Bill Granger, o convidado da quinzena do Quinze dias com...


O resultado foi substancialmente diferente. A minha receita faz uma panna cotta muito firme; esta é suave e cremosa, apenas ligeiramente resistente à colher. Não sei se daria para desenformar, mas da próxima vez vou experimentar pôr-lhe um pouco mais de gelatina. Como gosto sempre de ver uma sobremesa num copo, não me ralo nada que não dê para desenformar, mas o André - que adora tudo com a consistência de um pudim - disse-me logo que estava demasiado macia.


Já eu, fiquei no céu! Há pouca coisa que eu goste mais do que de framboesas com iogurte, por isso não consigo encontrar uma receita que se adeque mais a mim.


Fiquei por isso fã da minha primeira receita do Bill Granger. O original, que respeitei quase na íntegra, está aqui.

*****

Panna Cotta de Iogurte com Framboesas

200 ml de natas
55 gramas de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha
1,5 folhas de gelatina
250 ml de iogurte natural
Framboesas frescas
Açúcar em pó

Num tacho em lume médio, levar ao lume as natas com o açúcar. Quando levantar fervura, misturar a baunilha e deixar ferver. Entretanto, hidratar bem as folhas de gelatina, espremer o excesso de água e levar ao micro-ondas durante cinco segundos. Juntar às natas e misturar bem. Envolver o iogurte e distribuir pelos copos. Levar ao frigorífico durante pelo menos três horas ou, de preferência, de um dia para o outro.

Misturar as framboesas com um pouco de açúcar em pó e colocar por cima da panna cotta.

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Um molho para bife


O Quinze dias com... traz-nos Justa Nobre como convidada. O tempo não tem sido muito por estas bandas e confesso que não ando propriamente com muita energia para o que quer que seja, muito menos para cozinhar. Há três fins-de-semana que trago trabalho para fazer em casa e ando com a sensação que sou uma fábrica de encher chouriços. Enfim. Por isso, há várias receitas que eu gostava de ter experimentado. Receitas que precisam de amor e carinho e não de serem feitas à pressa. Mas só trago a de um bife. Aliás, a de um molho para bife.



Esta receita não tem grande ciência, já que consiste apenas em fritar os bifes com alho esmagado. Mas o molhinho, esse, é bem bom e uma boa sugestão para variar de um simples bife com batatas fritas. Ao molho de fritar os bifes, juntar uma colher de sopa de mostarda de Dijon, uma colher de sopa de ketchup e um cálice de whisky. Deixar fervinhar, mas tendo cuidado para não deslassar. A receita original leva natas mas eu optei por omitir.



Para a receita original, ver aqui.

domingo, 3 de Agosto de 2014

Dos colares e dos hobbies





Ultimamente o meu tempo 'livre' pouco mais dá do que para cozinhar. Vicissitudes de quem tem uma criança com dois anos. E outra com oito. E um marido. E um trabalho exigente. E uma casa. E mil projectos ao mesmo tempo. E... bem, deixemos os desabafos para outro dia. 

Apesar desta falta de tempo livre, tenho feito uns colares. Fio de algodão, linha de bordar e polímero para o fecho. Este foi para a minha amiga Alexandra.


Fiz o primeiro deste estilo para oferecer à minha mãe no Natal. Igual a este que agora repliquei.


Os primeiros não sairam a cem por cento, mas acho que já domino a técnica. O que se segue é o meu favorito. Talvez fique com ele...


Gostava de dizer que este é o meu regresso aos meus hobbies. É melhor não me comprometer...

sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Batido de Cereja, Coco e Gengibre


O Dia Um... na Cozinha de Agosto é dedicado aos batidos, algo que eu adoro. Pensei trazer um da minha lista de favoritos mas depois lembrei-me que uma das coisas que mais gosto neste grupo é o estímulo para inovar.


Fui espreitar o frigorífico e tinha que usar um resto de leite de coco que tinha sobrado de uma sobremesa. Tinha também cerejas. Porque não? - pensei - é capaz de resultar!


200 gramas de cerejas. 200 gramas de leite de coco. 50 mililitros de leite meio-gordo. Um pedaço de gengibre. Triturar com a varinha ou no liquidificador.


O leite de coco é bastante espesso e gordo, pelo que fica um batido substancial. Serviu-me de jantar. Se voltar a fazer, porém, vou diminuir a quantidade de leite de coco e aumentar a de leite de vaca para que fique mais leve.


Mas tenho a dizer que a combinação de sabores é muito interessante. Gostei muito.


E assim foi: uma boa revelação e uma óptima experiência. Enjoy!!!

sábado, 19 de Julho de 2014

Leite-creme ou pudim?


O Dorie às Sextas traz-nos um leite-creme de limão, feito no forno. Confesso que não gosto especialmente de leite-creme, excepção feita para as farófias. Mas já tinha visto várias vezes esta técnica e queria experimentá-la. Lá me aventurei. A receita é simples e o único problema pode ser mesmo conseguir temperar os ovos com o leite quente, algo que já consigo dominar por causa dos gelados que tenho feito.

Deixei no forno, retirando quando apenas o centro abanava como indicado... e saíram-me uns pudins. Não sei se deixei cozer demais ou se o leite-creme de forno fica mesmo assim. É que eu não gosto mesmo nada de pudim. O sabor estava bom, não há dúvida, mas aquela textura não me convence nem um bocadinho. Porque é que trago a receita para aqui? Porque quem provou para além de mim, adorou! Sobretudo o André, que adora coisas semi-borrachentas...


Enfim, se todos gostássemos do mesmo o que seria do amarelo (ou, na minha opinião mais ou menos dissonante e para destoar das fotografias, do cor-de-rosa...)?

*****

Lemon cup custard

2 1/4 chávenas de leite gordo
Raspa de um limão
4 ovos grandes
1/2 chávena de açúcar
Óleo de limão puro ou extracto de limão (opcional)

Preparar 6 ramequins com capacidade para 180 ml. Levar ao lume num tacho o leite com a raspa de limão até levantar fervura. Retirar o tacho do lume, cobrir e deixar repousar durante 30 minutos para que o leite ganhe o sabor do limão. Levar novamente ao lume para aquecer o leite.
Centrar a grade do forno e pré-aquecê-lo a 165ºC. Forrar uma assadeira com uma camada dupla de papel de cozinha e colocar os ramequins dentro da assadeira. Ter um passador de rede fina à mão e ferver água numa chaleira, desligando o lume quando a água estiver a ferver. Num copo medidor ou tigela com capacidade de 950 ml e resistentes ao calor, bater os ovos com o açúcar até estarem bem misturados. Sem parar de mexer, coar aos poucos 1/4 do leite quente para a mistura dos ovos e açúcar, de modo a temperar os ovos e evitar que talhem. Mexendo sempre, coar o restante leite. Descartar a raspa de limão. Para um sabor a limão mais forte, juntar umas gotas de óleo ou extracto de limão (1/8 de colher de chá para o extracto, menos ainda para o óleo).
Com uma colher, remover a espuma por cima do creme e vertê-lo para os ramequins. Colocar a assadeira no forno e deitar-lhe dentro água quente, até ficar a meio das paredes exteriores dos ramequins.
Deixar cozinhar durante 40-45 minutos ou até a custard abanar somente no centro quando se toca nos recipientes. Deixar arrefecer até à temperatura ambiente e refrigerar durante pelo menos duas horas antes de servir.

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Tortilha para Dois


Nigel Slater é o convidado da quinzena do Quinze dias com.... Como primeira receita a experimentar, escolhi uma tortilha. Já fiz muitas tortilhas, mas sempre com batata cozida ou frita que sobrou de outra refeição. 


O que me chamou a atenção nesta receita foi a forma de cozinhar a batata: cortada em cubos muito pequenos e frita num pouco de manteiga e azeite. À batata, já dourada e macia, junta-se a cebola cortada em fatias muito finas, deixando fritar mais um pouco. Batem-se os ovos, temperam-se com sal e pimenta e deitam-se sobre a batata e a cebola. A frigideira deve poder ir ao forno porque quando a tortilha tiver a parte exterior cozinhada e o centro ainda macio, deve ser terminada no grill. Penso que não virá mal ao mundo se se ficar pelo fogão...


Gostei muito do sabor da batata, acho que fez diferença. Em termos de quantidades, para dois: duas batatas médias, uma cebola média, três ovos, sal, pimenta, manteiga e azeite. Para a receita original, ver aqui.
 

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