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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Quiche de cogumelos, presunto e orégãos, a nossa favorita





A menos de vinte e quatro horas de regressar a casa, abraçar os meus três amores e de acabar o mês mais cansativo de 2015, escrevo este post. Falhei ao último desafio do Dia um... na cozinha, e desta vez queria participar. Não que a minha receita (aliás, receita do André) seja extraordinariamente inovadora, mas leva um simples ingrediente que a transforma na nossa favorita.





As quiches têm a característica de ser super-rápidas e super-fáceis. Costumava fazê-la com massa de compra, mas desde que descobri a receita de massa-quebrada do Gordon Ramsey, prometi que não voltaria a comprar um pacote da dita (já prevariquei uma ou duas vezes, mas enfim...). Assim, fiz a massa em dez minutos num serão, ficou a repousar durante a noite, foi estendida em menos de cinco minutos e com mais cinco minutos para fazer o recheio, estava pronta para ir para o forno. Habitualmente fazêmo-la com fiambre fumado, mas uma falha de comunicação na lista de supermercado levou a que fosse feita com presunto... e com um resultado igualmente delicioso. 


E aqui fica assim a nossa quiche favorita, neste post relâmpago... ah, o ingrediente maravilha? Os orégãos, claro está!


*****

Quiche de cogumelos, presunto e oregãos
Receita do André


Para a massa
1 2/3 chávenas de farinha
1 colher de chá de sal fino
6 colheres de sopa de manteiga sem sal muito fria, cortada em cubos
4-6 colheres de sopa de água gelada

Para o recheio
4 ovos
1 pacote de natas
1 embalagem de cogumelos frescos fatiados
Fiambre ou presunto a gosto. Eu prefiro usar fatias finas e cortar em tirinhas.
Sal, pimenta, noz-moscada e orégãos



Para a massa, misturar numa taça a farinha com o sal. Juntar a manteiga e misturar rapidamente com os dedos, esfregando a manteiga e a farinha até formar uma areia gossa. Deitar aos poucos a água e amassar até formar uma bola, não trabalhando demasiado a massa. Envolver em película e levar ao frio durante pelo menos 30 minutos.


Pré-aquecer o forno a 180ºC e colocar a grade na zona inferior do forno. Isto garante que a base fica bem cozinhada por baixo sem queimar por cima. Estender a massa com o rolo sobre um pedaço de papel vegetal e colocar numa tarteira ou pirex transparente, mantendo o papel. 
Com uma vara de arames, bater os ovos com as natas e temperar com a pimenta, a noz-moscada e os orégãos. Juntar os cogumelos, que têm que estar bem secos para não largarem água, e o fiambre ou presunto cortado em tirinhas. Misturar bem. Provar e temperar então com o sal. Deitar sobre a massa e levarao forno durante cerca de 45 minutos ou até a massa estar dourada e uniformemente cozida e o recheio estar cigeiramente inchado e firme. Servir com uma salada.

domingo, 26 de abril de 2015

Queques de ricotta, tomate seco e manjericão


O mês mais complicado deste ano está a acabar!!! Nem sei como tenho sobrevivido a tantas reuniões, viagens de avião, apresentações, jet lag, camas estranhas (e pior, almofadas moles!!!)... mas acho que estava a precisar desta adrenalina, já me sinto menos deprimida e apática. Confesso que estava a ver o caso mal parado...


Aqui em São Paulo tenho, pelo menos, dormido muito bem. A cama é super confortável, o quarto é relativamente silencioso e descobri uns audios de meditação que me têm ajudado a relaxar e a adormecer. Com a diferença horária acordo bem cedo, mas sinto que já dormi o que precisava e acabo por poder ficar um pouco na cama e levantar-me com calma, que é um luxo que raramente tenho.


Nos dias que estive em casa entre a viagem a Londres a e viagem a São Paulo, consegui ainda fazer uns queques da Mafalda Pinto Leite para o Quinze dias com... Não consegui participar na edição do Gennaro Contaldo, com grande pena minha, e parece mal faltar às publicações no meu próprio grupo...


Estes queques são óptimos. Têm pouca farinha, o ricotta é relativamente saudável (na próxima vez experimento com requeijão), sabem bastante a manjericão, que eu adoro, e o tomate seco fica a matar. Fazem-se em dez minutos, excluindo o tempo que ficam no forno, e são óptimos para levar para o trabalho com uma salada. Fiz metade da receita e mantive a quantidade de tomate e de manjericão da receita original para ficarem com um sabor mais forte. Em baixo segue a receita como a fiz, mas fica o link para a original. Aprovados!


*****

Queques de ricotta, tomate seco e manjericão
Mafalda Pinto Leite, adaptada daqui 

Rendeu 7 queques pequenos

250 gramas de ricotta
1/4 de chávena de tomate seco, escorrido e picado
1/2 chávena de manjericão fresco, picado finamente
1 ovo ligeiramente batido
1/4 de chávena de farinha
Sal e pimenta a gosto

Pré-aquecer o forno a 180º. Forrar formas de silicone com papel vegetal (não é essencial, mas apeteceu-me). Bater o ricotta com o tomate e o manjericão, juntar o ovo e bater bem. Envolver a farinha, rectificar temperos e levar ao forno até estarem dourados por cima. Servir com salada.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bolo de coco e maçã e o permanente desassossego de ser mãe



Sozinha e a oito mil quilómetros de casa, mal me aguento com saudades. Ando esgotada com o dia-a-dia, cansada da rotina, mas o que é certo é que estou longe há pouco mais de um dia e só me apetece voltar. 


Não nego que é bom poder ter tempo para me dedicar apenas a mim e ao meu trabalho, estar descontraída por não ter que passar o dia a correr para poder conciliar tudo, exceder-me no emprego, ser uma mãe presente, organizar a casa, tratar das refeições. É bom ter uma manhã calma para variar (um fuso-horário de menos quatro horas ajuda...), um pequeno-almoço tranquilo, um duche mais demorado, ler um pouco e ganhar energia para um dia de trabalho. Escrever este post sem pressas. 


Mas depois penso neles e o meu coração fica pequenino, pequenino, e só me apetece rumar ao aeroporto, atravessar o Atlântico e tê-los nos meus braços. Partilhar risos, ouvir lamentos, consolar lágrimas, fazer aquelas brincadeiras tão nossas: tendas debaixo dos lençóis, caretas ao espelho, peças de teatro, filmes no banho, banhos de espuma, spas caseiros, passagens de modelos... Acho que isto é realmente ser mãe, um desassossego permanente que nos assola, que se agarra a nós como uma segunda pele e que nos marca para sempre. 


O bolo? É a receita da quinzena do Dorie às Sextas. Fantástico, fácil e absolutamente delicioso. Fi-lo sem a geleia de maçã porque pareceu-me perfeito assim mesmo: simples.

*****


Apple-coconut family cake
Baking, Dorie Greenspan

1 chávena + 2 colheres de sopa de farinha
2 colheres de chá de fermento
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de canela
1/4 colher de chá de sal
3 maçãs descascadas e descaroçadas
2 ovos grandes à temperatura ambiente
1/2 chávena + 2 colheres de sopa de açúcar
1/2 chávena de iogurte natural
6 colheres de sopa de um óleo sem sabor (canola ou cártamo, por exemplo)
2 colheres de chá de extrato de baunilha
1 chávena de coco ralado
1/2 chávena de geleia de maçã 
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma de mola com 23 cm. de diâmetro e polvilhá-la com as 2 colheres de sopa de farinha. Reservar.
Misturar bem a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela e o sal. Cortar duas maçãs em cubos pequenos e uma em fatias finas. Rservar, cobrindo com película aderente.
Numa taça grande, bater os ovos com o açúcar durante um minuto. Juntar o iogurte, o óleo e a baunilha ebater durante mais um minuto. Envolver a mistura de farinha com uma espátula. Juntar a maçã em cubos e o coco, envolvendo bem, e deitar a massa na forma, alisando-a bem. Decorar com as fatias de maçã e polvilhar com o açúcar. Levar ao forno durante 45-50 minutos ou até o topo estar caramelizado e uma faca inserida no centro sair seca. 
Retirar o forno e deixar arrefecer durante 20 minutos na forma. Entretanto, preparar a cobertura, aquecendo a geleia com um pouco de água até ficar líquida.  
Desenformar o bolo para um prato de servir e cobri-lo com a geleia. 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Torres de abacate e salmão fumado



Mesmo no último dia da quinzena da Annabel Langbein (onde anda a Susana que nunca deixava nada para a última hora?), trago a segunda receitinha que consegui fazer durante esta semana.


Uma receita excelente para o verão. O abacate compensa o sabor forte do salmão fumado e o limão e o pepino dão-lhe uma frescura fantástica. A única coisa que dá trabalho é cortar o pepino em cubos fininhos, mas quando repetir vou picá-lo na picadora da varinha.


Eu e o André adorámos!


*****

Torres de Salmão e Abacate
Annabel Langbein, adaptado daqui

Para duas pessoas

200 gramas de salmão fumado
2 abacates maduros
Meio pepino
Sumo de 2 limões pequenos
Cebolinho chinês (spring onion) a gosto
Endro a gosto
Sal e pimenta

Descascar o pepino, remover as sementes e cortá-lo em cubos muito pequenos (ou picar na picadora em potência média para não liquefazer). Reservar. Cortar os abacates ao meio, remover o caroço e qualquer parte escura e tirar o interior com uma colher, colocando numa taça. Juntar de imediato o sumo de limão e envolver. Adicionar o pepino e o cebolinho picado finamente e temperar com um pouco de sal e pimenta (o ideal é provar um pouco da mistura de abacate com o salmão antes de temperar, é importante que a doçura do abacate compense o sabor forte do salmão fumado). Cortar o salmão em tiras finas e juntar o endro, também picado finamente. Usar um aro de empratar sobre um prato (uma lata redonda sem as duas extermidades serve perfeitamente) e colocar no fundo um pouco de abacate, calcando bem. Juntar uma camada de salmã, calcar, e em seguida uma nova camada de abacate. Retirar o aro ou a lata e enfeitar com uma folha de endro.  

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Almôndegas toscanas



A Annabel Langbein é a convidada da quinzena do Quinze dias com... e dela conhecia pouco, mas encontrei receitas muito interessantes no seu site. Escolhi várias, mas como tem sido hábito nos últimos tempos, tenho bem mais entre mãos do que aquilo que consigo fazer ou aguentar. Por isso fiz duas, ambas deliciosas, mas veremos se consigo publicar a segunda antes de sexta-feira.


Estas almôndegas são magníficas, muito leves por causa do ricotta da receita e do iogurte que usei. Gostei especialmente do facto de serem feitas no forno, o que as torna mais saudáveis.


O molho também é bom, mas sinceramente prefiro o meu, que é feito da mesma maneira mas sem vinho.


Umas almôndegas aprovadíssimas!

****

Almôndegas Toscanas
Adaptado desta receita

Para as almôndegas

500 gramas de carne de porco magra picada
3 fatias grossas de bacon, picadas finamente
1 cebola média, picada finamente
3 colheres de sopa de parmesão ralado
2 colheres de sopa de salsa picada
2 colheres de chá de tomilho picado
1 colher de chá de sal
Pimenta preta moída, a gosto
200 gramas de pão ralado
1/4 de chávena de leite
125 gramas de ricotta
1/2 iogurte grego
3 ovos, ligeiramente batidos

Para o molho de tomate

1 quilo de tomate fresco
1 chávena de vinho tinto
3 dentes de alho esmagados
1 colher de chá de alecrim picado
1 colher de chá de tomilho picado
1 colher de sopa de açúcar
1 chávena de água
Sal e pimenta a gosto

Para servir
1 pacote de esparguete seco
Tomilho para enfeitar

Para o molho 
Cortar os tomates em quartos, retirando o pé. Triturar bem com a varinha até ficarem em sumo. Levar ao lume com os restantes ingredientes e deixar reduzir e apurar, mexendo de vez em quando e rectificando os temperos. Para um molho mais suave, pode-se triturar novamente e passar pelo passador de rede.

Para as almôndegas
Pré-aquecer o forno a 220ºC e preparar dois tabuleiros, untando ligeiramente o fundo com azeite.
Juntar à carne picadao bacon, a cebola, o parmesã, a salsa, o tomilho, o sal e a pimenta. Misturar à mão ou com uma colher de pau até estar tudo bem incorporado. Juntar o pão ralado, o leite, o ricotta, o iogurte e os ovos, incorporando tudo muito bem.  A mistura terá que ficar leve, macia e húmida. Com as mãos molhadas, formar as almôndegas do tamanho de bolas de golfe. Levar ao forno nos tabuleiros até estarem douradas e totalmente cozinhadas, cerca de 20 minutos.

Escorrer qualquer líquido ou gordura, jutar as almôndegas ao molho e, com uma tampa ou cobertas com papel de alumínio, levar ao forno a 180ºC durante 30 minutos ou ao fogão durante 20 minutos.

Cozer o esparguete, escorrer bem e servir com as almôndegas por cima e umas folhas de tomilho a enfeitar.

sábado, 28 de março de 2015

Um creme-caramelo de ir às lágrimas

 

A minha relação com o caramelo é um pouco bizarra. Há pouca coisa que deteste mais que aquele caramelo líquido dos pudins, super-doce e enjoativo. Mas há pouca coisa que goste mais do que um belo caramelo amargo, quase queimado, daquele que comemos e cujo sabor continua no fundo da boca durante uns bons minutos.  

 

Adoro praliné, bolo de caramelo e, acima de tudo, gelado de caramelo, que se tornou recentemente o meu favorito por causa desta receita.


Pois bem, acabei de acrescentar uma nova sobremesa ao meu top. Proposta da Dorie Greenspan, participação no Dorie às Sextas. Fácil de fazer, rápida e absolutamente fabulosa.


Fiz meia receita para não haver muitas culpas. Puxei bem o caramelo até fumegar, pus-lhe umas pedrinhas de sal (inspirada pelos da Mena) e esqueci-me de cobrir o tabuleiro com película, o que ajudou a formar uma crosta mais espessa e seca (que por acaso ficou muito bem).


Não deixei cozer demasiado para ficarem com uma textura de creme e não de pudim e fiz dois nas tacinhas recomendadas e quatro em chávenas de café, para um consumo mais controlado... que se torna difícil, porque o sabor, por ser tão persistente no palato, fica-nos na memória, o que nos leva a querer comer mais e mais. Uma receita para repetir vezes sem conta...



*****
Caramel pots de crème 
"Baking", Dorie Greenspan

2 chávenas de natas
1 chávena de leite gordo
3/4 chávena de açúcar
2 ovos grandes
5 gemas de ovos grandes

Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 150º. Forrar um tabuleiro grande e alto com duas camadas de papel de cozinha. Colocar 8 taças de 120 ml no tabuleiro e ferver água numa chaleira.
Misturar as natas com o leite a aquecer no micro-ondas ou num tacho em lume médio. Reservar.
Medir 1/4 de chávena de açúcar e reservar.
Levar a lume médio-alto um tacho de tamanho médio e deitar duas colheres de sopa do restante açúcar. Quando começar a caramelizar, mexer e juntar mais duas colheres de açúcar, continuando a mexer até ficar escuro. Repetir o processo com o restante açúcar, juntando sempre 2 colheres de sopa de cada vez. Quando estiver escuro, da cor do mogno, juntar a mistura das natas com o leite. Cuidado, irá borbulhar e salpicar, mas é normal. Continuar a mexer até ficar suave. Retirar do lume.
Juntar numa taça os ovos, as gemas e o açúcar e bater com uma vara até ficar pálido e engrossar ligeiramente. Sem parar de bater, juntar um pouco do caramelo para aquecer os ovos de modo a não talharem. Continuar a bater e deitar lentamente o resto do caramelo. Retirar a espuma que se forma no cimo o creme e deitá-lo nas taças.
Encher o tabuleiro com água quente até subir a metade das taças. Cobrir o tabuleiro com película aderente, fazer dois furos nas extremidades da película e levar cuidadosamente ao forno.
Cozinhar entre 35 e 40 minutos, até escurecerem ligeiramente e abanarem apenas no centro. Retirar do forno e deixar arrefecer ainda na água durante 10 minutos. Retirar a película, tirar as taças da água e deixar arrefecer completamente.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Macarons feios (ou não fossem os primeiros) mas deliciosos (ou não fossem do Pierre Hermé)


Não sou fã de merengue, por isso os macarons nunca estiveram na lista de coisas a experimentar (comer ou fazer). Algures no tempo, provei um que comprovou todas as minhas piores suspeitas quanto à docura em excesso e fiquei-me por ali. No entanto, quando fui a Paris no ano passado, a Sofia pediu-me para lhe trazer uma série de macarons do Pierre Hermé e, perante as maravilhas que se vêem naquela loja, acabei por trazer alguns para nós. E fiquei surpreendida pela diferença em relação ao da minha primeira experiência. São de uma leveza espantosa e, acima de tudo, são pensados para não serem excessivamente doces. Para além disso, são lindos e fofos e redondos e absolutamente perfeitos. 


Sabia de antemão que seria quase impossível acertar na primeira tentativa. Não domino o merengue e não me ajeito com sacos de pasteleiro. Não arranjei açúcar em pó (aliás, não consigo arranjá-lo há séculos) nem amêndoa ralada, então tive que fazê-los eu. Dada a minha já muitas vezes relatada aversão a maquinetas, fi-los na picadora da varinha, pelo que ficaram mais granulados do que o suposto. Mas não me deixei intimidar. Uma receita com chocolate com cem por cento de sólidos de cacau só poderia originar macarons com um nível de doçura ao meu gosto.


No fim de contas, acho que falhei no mais fácil: bati pouco as claras, então a mistura espalhou-se um pouco, originando umas bolachas de merengue planas e nada parecidas com os círculos perfeitos que compõem o macaron. Ainda assim, a leveza estava lá e o sabor... que sabor!!!


Por isso, vou assumir os meus macarons feios (poderei chamar-lhes macarons?) mas deliciosos sem pudores. Hei-de repeti-los e hei-de conseguir fazê-los perfeitos. Seguindo, é claro, a receita do Pierre Hermé, que desta vez foi o convidado do Quinze dias com...  


*****

Macarons de chocolate amargo
Pierre Hermé, daqui

Para o exterior

300 gramas de açúcar em pó
300 gramas de amêndoas raladas
120 gramas de chocolate com 100% de sólidos de cacau
220 gramas de claras de ovo à temperatura ambiente
1 colher dechá de corante vermelho
5 colheres de sopade água mineral
300 gramas de açúcar
Cacau em pó para polvilhar

Para a ganache
140 gramas de manteiga à temperatura ambiente
360 gramas de chocolate com 70% de sólidos de cacau
400 gramas de natas
40 gramas de chocolate com 100% de sólidos de cacau

Forrar 2 tabuleiros com papel vegetal. Desenhar círculos com 4 cm de diâmetro, sepaados entre si por 2 cm. Virar o papel ao contrário (os círculos devem estar visíveis). Peneirar o açúcar em póe a amêndoa para uma taça. Picar o choocolate e colocá-lo em banho-maria numa taça sobre um tacho de água a fervinhar, deixando derreter até atingir os 50ºC.
Dividir as claras em duas partes iguais. Misturar o corante numa das partes e juntar à mistura de açúcar e amêndoa.
Colocar as restantes claras numa taça e preparar uma batedeira elétrica. Num tacho pequeno, levar a lume brando a água e o açúcar até dissolver. Ferver o xarope até chegar aos 115ºC e começar a bater as claras até ficarem com picos suaves. Quando o xarope chegar aos 118ºC, deitá-lo suavemente nas claras sem parar de bater. As claras devem voltar a ter picos suaves. Juntar à mistura de amêndoa e açúcar, misturando bem. Juntar o chocolate derretido e bater bem com uma colher depau, de modo a não incorporar mais ar.
Deitar a mistura num saco de pasteleiro com um bico de 1 cm. Deitar cuidadosamente nos círculos e polvilhar ligeiramente com o chocolate em pó com a ajuda de uma peneira. Bater com os tabuleiros numa superfície plana, coberta com um pano de cozinha. Deixar repousar durante meia hora, até se formar uma crosta ligeira na superfície. Pré-aquecer o forno a 180ºC e deixar cozinhar durante 13 minutos, abrindo a porta do forno duas vezes para deixar escapar o vapor. Retirar do forno e passar as folhas de papel vegetar para uma superfície de trabalho até arrefecer.

Para a ganache

Cortar a manteiga em pedaços. Picar o chocolate para uma taça. Ferver as natas e deitar um terço de cada vez sobre  chcolate, de modo a derreter. Mexer bem. Deixar a mistura arrefecer até aos 50ºC. Juntar a manteiga e bater até ficar suave. Levar ao frigorífico até ficar com a consistência ideal para levar ao saco de pasteleiro. 

Montar os macarons

Colocar a ganache no saco de pasteleir com uma ponta de 1 cm. Deitar uma porção generosa na concha exterior, cobrir com outra concha e rodar ligeiramente. Levar ao frigorífico duarnte 24 horas para que o interior amoleça. Servir à temperatura ambiente. 

domingo, 15 de março de 2015

Um bolo genial


Quase no limite do tempo, aqui deixo a minha participação na quinzena do Dorie às Sextas. 


Um bolo magnífico!


Gostei do pseudo-swirl, mas o bolo em si é o que brilha. Macio, com uma textura ligeiramente crumbly, será indubitavelmente um bolo a fazer muitas vezes.


E finalmente estreei a minha forma nova, presentinho das minhas colegas.

*****

Nutty, chocolaty, swirly sour cream bundt cake

Para o swirl

1/2 chávena de açúcar
1/2 chávena de nozes ou pecans em pedaços
60 gramas de chocolate amargo, picado finamente, ou meia chávena de mini pepitas de chocolate
1/3 chávena de passas húmidas (escuras ou douradas)
2 1/2 colheres de chá de canela em pó
Uma pitada de noz moscada ralada
Uma pitada desal

Para o bolo

2 chávenas de farinha
1 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de sal
1 3/4 chávenas de açúcar
Raspa de uma laranja
220 gramas de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
2 ovos grandes
1 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha
1 chávena de nata ácida

Açúcar em pó para polvilhar (opcional)

Centrar uma grade no forno e pré-aquecê-lo a 175ºC. Untar uma forma de bundt (forma de chaminé) com 2,8 litros de capacidade e polvilhar com farinha /sefor uma forma de silicone, não é preciso untar).

Para o swirl
Misturar todos os ingredientes numa taça

Para o bolo
Misturar a farinha, o fermento e o sal. Numa taça larga misturar o açúcar com a raspa até o açúcar ficar húmido e aromático. Juntar a manteiga e bater na batedeira em velocidade média durante 4 minutos. Juntar os ovos um a um, batendo durante um minuto entre cada adição. Juntar a baunilha e as natas, reduzir a velocidade para o mínimo, juntar os ingredientes secos e bater apenas até estarem incorporados.

Com uma espátula de borracha, dar uma ou duas voltas mais à massa e deitar cerca de 1/3 da mesma na forma. Polvilhar uniformemente com metade da mistura do swirl e deitar por cima o resto da massa. Com as costas de uma colher, fazer uma espécie de cova ao longo do centro do anel de massa, enchendo-a com a restante mistura do swirl. Cobrir ligeiramente a mistura com a massa das laterais da cova. Não há problema se não ficar tudo coberto.

Levar ao forno entre 60 e 65 minutos ou até uma faca fina inserida no centro da massa sair limpa. Deixar o bolo repousar fora do forno durante 10 minutos antes de desenformá-lo. Povilhar com açúcar em pó antes de servir (opcional).

quarta-feira, 4 de março de 2015

Empanadas de chamuça. What the hell???



O que raio são empanadas de chamuça? São o resultado quase falhado da receita do Kiko Martins que escolhi para o Quinze dias com.... De entre uma panóplia de receitas cativantes, resolvi aventurar-me com umas chamuças de pescada e legumes. Chamuças feitas com massa filo e que vão ao forno? Tinha de experimentar. Ainda por cima tinha um pacote de massa filo já aberto a ter que ser gasto. Espreitei lá para dentro e a massa não estava seca como por vezes acontece. Perfeito! Mãos à obra para fazer o recheio, bem fácil e delicioso, por sinal...


Derreti a manteiga para pincelar a massa, retirei-a do pacote, desenrolei-a... e deparei-me com uma bola de bolor, mesmo no centro. Que horror!!! Felizmente havia uma placa de massa folhada no congelador e uma base de massa quebrada no frigorífico. Em vez de chamuças, passei a ter empanadas. E bem boas, por sinal! 



 O que sobrou do recheio, barrei-o no pão. Ficou mesmo bom!


*****

Empanadas de chamuça
Adaptada daqui

Uma posta de pescada 
Meia cenoura, cortada em cubos
Dois dentes de alho picados
Ump pedaço pequeno de gengibre picado
Uma cebola pequena, picada
Meia courgette, cortada em cubos
Uma colher de sopa de óleo
Uma colher de sopa de caril
Duas colheres de sopa de farinha
Uma colher de sopa de manteiga
Sal e pimenta
Massa quebrada e/ou massa folhada

Cozer o peixe em água e sal. Num wok bem quente, deitar o óleo, o alho, a cebola, o gengibre e a cebola e deixar refogar. Juntar a courgete e saltear. Deitar o caril e a manteiga, envolvendo bem. Juntar um pouco da água de cozer o peixe e deixar reduzir um pouco. Juntar o peixe lascado, polvilhar com a farinha e juntar um pouco mais de água. Deixar engrossar e rectificar tempers.

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Estender a massa e cortar com uma forma circular do tamanho desejado o máximo de círculos possível. Colocar uma colher de sopa de recheio no centro, fechar em forma de empanada e enrolar bem as extremidades. Repetir para todos os círculos. Pincelar com leite e levar ao forno até estarem bem dourada

domingo, 1 de março de 2015

O prazer das coisas simples numa torta de cenoura



Adoro os desafios do Dia um ... na cozinha porque me levam mais longe. Tento sempre inovar, inventar, experimentar. Mas, sendo o tema do desafio de Março dedicado às tortas, aproveitei para colmatar uma grande falha deste blog: ainda não tinha aqui publicado a torta de cenoura da mãe do André que é, provavelmente, um dos mais maravilhosos doces que conheço. Já tinha usado a receita aqui, ligeiramente adaptada, mas nunca lhe tinha dado o devido destaque.  


A lista de ingredientes é pequena e só demora um pouco mais porque é  necessário cozer as cenouras, caso contrário seria preparada em 5 minutos. Enrolada quente, não parte nem um pouco, mas é um processo que se torna mais fácil a quatro mãos, pois deve ficar bem apertada. Não foi o caso da minha porque não tinha ajuda por perto.


O resultado? É densa, mas leve ao mesmo tempo, muito húmida e um daqueles doces que não apetece parar de comer.


*****

Torta de cenoura
Receita da sogrinha

500 gramas de cenouras descascadas, pesadas em cru
400 gramas de açúcar amarelo
5 ovos
Raspa de uma laranja
90 gramas de farinha
Açúcar branco

Cozer as cenouras em água. Pré-aquecer o forno a 180º. Escorrer bem e reduzir a puré com a varinha mágica. Bater as gemas com o açúcar amarelo até ficarem muito fofas e juntar o puré de cenoura, batendo bem. Juntar a raspa de laranja e a farinha, tornando a bater. Juntar as claras batidas em castelo muito firme. Forrar um tabuleiro de 25x40 cm com papel vegetal, deitar a massa e levar ao forno durante cerca de 20 minutos (ao espetar um palito, este deve sair seco, mas não é conveniente deixar a torta no forno durante muito tempo, caso contrário irá secar). 
Cobrir um pano de cozinha com uma camada fina de açúcar branco. Virar a torta ainda quente sobre o pano, retirar o papel vegetal e cobrir também com uma camada fina de açúcar. Com a ajuda do pano, enrolar a torta, deixando-a o mais apertada possível. Servir fria.

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